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Uma mulher com sorte.

"Não subestimes as capacidades de um Destino irónico..."

Uma mulher com sorte.

"Não subestimes as capacidades de um Destino irónico..."

Lisboa, és só tu e eu.

por Inês, em 10.02.15

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 A decisão estava tomada, embora a incerteza continuasse a assombrar-me.

 Quando, finalmente, chegou o momento aproximei-me deles e dei-lhes um abraço apertado, como não o fazia há muito, acompanhado por lágrimas e pela promessa de que ia ficar bem.

O grande dia surgiu e era hora de correr atrás,lutar pelos meus sonhos.

Ao aproximar-me de ti, Lisboa, olhei-te, como se fosse a primeira vez, e questionei-me se enfrentar-te não seria, de facto, uma ambição demasiado alta.

A indiferença, a agitação do quotidiano, o ruído, a miséria, a ausência de um "Bom Dia, como está?" . Eras um mundo desconhecido, que não é o meu.

Os primeiros dias, meses ou, melhor, anos, não foram, por isso, de todo fáceis. Mas, afinal de contas, foi isto que quis, e ainda quero, para a minha vida.

Na distância, de casa, da família, dos amigos, das origens, do passado, conheci a saudade, o que é realmente sentir a falta de alguém, de alguma coisa.

E chorei, chorei muito.

Mas, mesmo assim, não desisti.

E cresci, cresci muito.

A independência, a perseverança, o orgulho da consciência do esforço que fiz para chegar até aqui.

E insisto, a cada obstáculo, cada receio, cada despedida. 

Tornaste-me uma pessoa melhor, Lisboa. 

Uma mulher com sorte

 

 

 

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