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Uma mulher com sorte.

"Não subestimes as capacidades de um Destino irónico..."

Uma mulher com sorte.

"Não subestimes as capacidades de um Destino irónico..."

Não há duas sem três e à terceira é de vez.

por Inês, em 07.03.15

 

 

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Sorte, não foi. Azar, não sei. Certo é que vivi, e venci, uma das etapas mais difíceis da minha vida: tirar a carta de condução.

Sim, parece fácil e, na verdade, talvez seja mesmo. Mas, para mim, não. De todo!

Nunca tive jeito para tarefas práticas, já para não falar do pânico que tenho a grandes viagens, e só de imaginar o meu corpo em frente de um volante arrepia-me, ainda, verdadeiramente.

Por outro lado, sou teimosa, pois sou. E há quem lhe chame coragem também.

Com esta cara de "mosca morta", ganhei o hábito de arriscar, ir além daquilo que acho serem os meus limites. Já não me dá prazer ser a vítima, a coitadinha, que precisa de ajuda de todos para seguir em frente. Agora não. 

Fiz deste acontecimento "um campo de batalha", como se costuma dizer.

Desde o início avisaram-me, "Deixa-te de aventuras.", " Concentra-te na faculdade", "tens noção do que é tirar a carta em Lisboa?", " E o carro?".

Bolas, estava cansada de tantos avisos! 

No entanto, fui lá e inscrevi-me. Sabia  que ia ser capaz,consigo sempre. Pelo menos é o que dizem.

E, de facto, consegui.

Mas não à primeira. Na verdade, nem à segunda.

Pois. Parece que a "sortuda" entra em contra mão, numa rua estreita em que, sei lá porquê,tinha tudo para ser de sentido único. A frustração  teria sido menor se isto não tivesse acontecido no final, sim, depois acabei por saber que apenas me faltava estacionar para concluir a prova. 

Já o segundo round, uma outra tentativa falhada, foi num percurso, admito, fácil. Conduzi lá várias vezes. Talvez por isso me tenha dado ao luxo de ignorar sinais( Que importa isso não é?). Ainda me estou a ouvir " Nunca vou chumbar por não ver um stop." E de facto até tinha razão, não vi dois.

"Desisto", dizia eu. Chorei e chorei. Até criei um blog ! ( este).

Perder, só a palavra apavorava-me.

Egoísta, mimada, bem, aceito tudo. Eu própria não compreendo a minha atitude.

Ainda assim, como em tudo aquilo que me acontece retiro uma aprendizagem. E, neste caso, penso que a grande lição está em saber aceitar o fracasso e que errar não põe em causa, nunca, as capacidades de alguém.

Da mesma forma que a minha fraqueza não se provou com o facto de sair derrotada, mas pelo modo como lidei com essa derrota.

Acabei por conseguir, finalmente, num local que, a meu ver, seria, de todos eles, o mais improvável para que tal desfecho acontecesse. Mas aconteceu.

Talvez tenha tido sorte.

 

Uma mulher com sorte

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